PROJETO ESPAÇO ABERTO

atividades "cultura, educação, esporte, entreternimento

A terceira inteligência

A terceira inteligência
Carlos Mettal

A sua possibilidade
está na ousadia,
na tentativa e na probabilidade da inovação;
romper barreiras da existência dos mundos,
“Não tenha medo de crescer lentamente.
Tenha medo apenas de ficar parado”.
Uma resolução está na intuição;
se penso e nada aprofundo,
silencio-me e revela-me como consciência
o coração, a mente e a alma
essências da própria vida,
da razão à lógica,
da emoção ao prazer
a motivação permanente.
Há paz o suficiente consigo
distante de todas as práticas?
Acenderemos uma luz sobre as angústias,
acima da solidão corroeremos a raiva
se cremos sem ansiedade,
a visão dos olhos enxergará o pensamento
sem impaciência a certeza do acontecimento
mantém tranquila a água sobre o prato em movimento.

17 anos de solidão

17 anos de solidão
Carlos Mettal

quão infinito
é o amor
compartido
com uma mulher
gavetas dele
armários dela
certificado mundano
aprova a solitude do exílio
desse escrevente do enigma das palavras
pois ainda não é o pensamento transcrito pronunciado
a primeira virgem se tornou prostituta
assustada com as lágrimas de sangue
se trancou entre lençóis brancos de nuvens ou tempestades
a dama do pregador era o próprio pecado e a pura absolvição
depois das seis e antes da meia noite ela era somente oração
hora de ir
hora de vir
hora de penetrar
hora de submergir
quão profunda é a paixão no fundo do abismo
enquanto a pena flutua esculpindo as pedras dentro da solidão
a noite encontra os traços da memória sem rastros de sedução
a donzela ainda continua nas esquinas
a bailarina não queria filhos
foi ao parque com as suas crianças
ainda que o varal estenda a poesia
esse não é o pensamento provido
nas escrituras de si no poema do dia
não guarda palavras
não aprisiona frases
não há letras vazias
o sêmen dá vida
o poeta ressuscita os mortos
essas almas feito névoa
voando tal pássaro sobre o jazigo
aonde estão as penas?
as correntes são as imaginações
enquanto os rios estão correntes
aonde param os sonhos não nascem flores
nem mais amores

O genial Orlando Pedroso…

Um País que não aprendeu a lição (ou quando a Educação não é sinônimo de desenvolvimento)

Um País que não aprendeu a lição
(ou quando a Educação não é sinônimo de desenvolvimento)
Carlos Mettal

Ilustríssimo Senhor Presidente Michel Temer
eu, assim como milhões de brasileiros queremos saber:
qual foi a escola na qual vossa pessoa estudou?
quem custeou a sua progressão social?
quem custeou a sua mordomia?
quem custeou a frota de BMW do seu Senado?

Assim, na sua primeira medida como Presidente do Brasil
o corte da verba da Educação é a única saída para esse País reequilibrar o seu legado?

Eu, assim como muitos esperaram essa oportunidade de poder estudar no nível superior e contribuir na melhoria da nossa Pátria.
Nós somos financiados pelo Governo para poder estudar em uma Faculdade privada, pois o nosso Estado, assim como tantos outros não possuem ensino público para Graduação em vários cursos que perfazem a grade curricular do sistema educacional.

Esse é um Financiamento, portanto ele será devolvido aos cofres públicos de acordo com os contratos ao qual fomos obrigados a concretizar perante as instituições financeiras, então por qual motivo e razão as suas medidas de conter despesas públicas devem recair primeiramente na Educação?

Em breve o Senado irá trocar a sua frota de automóveis, e diga-se de passagem, não são simples automóveis 1.0 que o Governo ajudou a proliferar as suas vendas como um engodo de crescimento acelerado, taxas a perder de vista, combustível barato por alguns meses, contudo com descontrole na falta de fiscalização do setor, pois qualquer posto de gasolina coloca o preço que lhe cabe na decisão própria.

A “birra” em desmanchar tudo que o Governo anterior fez, não está consolidado em nenhuma leitura que possas ter efetivado na sua carreira de ascensão pessoal e pública.

Abaixo veremos como atua o Governo através da mídia comprada:

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) é um instrumento importantíssimo para o exercício da democracia

“O que dizem os críticos da PEC?
Do ponto de vista de atacar o problema do aumento anual dos gastos públicos, uma das principais críticas é que uma conta importante ficou de fora do pacote de congelamento: os gastos com a Previdência. É um segmento que abocanha mais de 40% dos gastos públicos obrigatórios. Logo, a PEC colocaria freios em pouco mais de 50% do Orçamento, enquanto que o restante ficaria fora dos limites impostos – só a regra sobre o salário mínimo tem consequências na questão da Previdência. A Fazenda afirmou, de todo modo, que a questão da Previdência será tratada de forma separada mais à frente. “Se não aprovar mudanças na Previdência, um gasto que cresce acima da inflação todos os anos, vai ter de cortar de outras áreas, como saúde e educação”, diz Márcio Holland, ex-secretário de política econômica da Fazenda. “Nesse sentido, a PEC deixa para a sociedade, por meio do Congresso, escolher com o que quer gastar”, complementa. Há vários especialistas que dizem que, na prática, o texto determina uma diminuição de investimento em áreas como saúde e educação, para as quais há regras constitucionais. Os críticos argumentam que, na melhor das hipóteses, o teto cria um horizonte de tempo grande demais (ao menos dez anos) para tomar decisões sobre toda a forma de gasto do Estado brasileiro, ainda mais para um Governo que chegou ao poder sem ratificação de seu programa nas urnas. Eles dizem ainda que, mesmo que a economia volte a crescer, o Estado já vai ter decidido congelar a aplicação de recursos em setores considerados críticos e que já não atendem a população como deveriam e muito menos no nível dos países desenvolvidos. Se a economia crescer, e o teto seguir corrigido apenas de acordo com a inflação, na prática, o investido nestas áreas vai ser menor em termos de porcentagem do PIB (toda a riqueza produzida pelo país). O investimento em educação pública é tido como um dos motores para diminuir a desigualdade brasileira.”

É demagogo a atuação dos nossos políticos. Escondem da sociedade as verdades, pagam fortunas para a publicidade televisiva, mas não mostram à população o que realmente significa os seus atos fundamentados nas votações clandestinas aos olhos da rua.

Caótica situação. Aos cinquenta anos consegui entrar em uma Faculdade, após contribuir desde os 12 anos de idade na construção dessa nação. Esse é o legado que presencio antes da minha partida desse mundo ilusionário.

Os Heróis; alunos tomam escolas do IFRO em Rondônia e em várias capitais do Brasil. Enquanto não houver uma solução para essas futuras medidas governamentais, alunos assumem controle parcial do Instituto Federal.

Enfim, será uma grande “pizza” ou somente molho aos que sobreviverem.

Um sonho que caminha na corda bamba em seus passos finais. Essa é a sensação que sinto sobre o término do curso de Arquitetura e Urbanismo, um sonho que definha a cada dia que desperto nessa terra desolada.

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A cor rente a mim

A cor rente a mim
Carlos Mettal

ao sol
acorrente-me
aos teus pelos
essa plumagem dourada
na mente uma certeza
te amar à distância
é uma estranha magia que faz
tudo permanecer infinito
esse desejo do teu beijo vermelho
uma chave que me abre a língua
mil palavras escondidas de destino
escritas da linha de algodão do teu vestido
essa pele que te guarda o umbigo
cria asas à imaginação
apaga a luz
há lua cheia na janela
e eu sob feitiço da tua cor em preto e branco
uivo tal lobo encostado na parede
renda-me
prenda-me
apreenda-me
nessa teia sobre os teus seios
aprende ao tato tátil das mãos
libertar-se dessa prisão

Nauta

Alfa

Alfa
Carlos Mettal

Assim como
Aqueles antes do primeiro
Aquietam-se os latidos do significado
Antes da escrita do significante
Apresentando tão somente os signos
Alcunham-me o entendimento e a compreensão
A transmutação do conhecimento epigrafado
Alquimista de Titânio da Ordem dos Arquitetos
Alquimista de Titânio da Ordem dos Caminhos
Alquimista de Titânio da Ordem das Letras
A terra e o ar
A água e o fogo
A assinatura e o sangue
A Forma, o Quadrado e o Círculo
Ao Triângulo decifra-me ou inscrevo-te
A elipse é a chave que desejo do beijo

beta
seria, mas tão comum à fórmula só complica
essa equação de razão e emoção
no entanto, ainda quanto leitor de suas escrituras
torno-me poeta domador de letras no passeio pelo jardim da tarde
e, penso que descrever o pensamento é a magia que se faz poesia
momentos circunstanciais de movimentos e similitudes
que interagem no instante da caligrafia
a imagem invisível que existe e não há vestígios
ainda que escritas sejam mil palavras
o que pensamos continua imperceptível
somente o som do rio
somente o rio
só rio
sorrio!

As nove camadas

As nove camadas
Carlos Mettal

ter calma
não é deixar para o amanhã
vamos observar
não é esperar a repetição da ação
nada é coisa da idade
logo passa
tudo fica normal
fosses sob orientação
educado na assertiva condição
criação culta da era
pois todo período tem a sua própria didática
seja emancipada a ser recorrente
seja frequente à fundamentação
alegoria ao escárnio da fantasia
um copo de leite no bom dia
saraivada de balas na hora do recreio
e sempre haverá um best-seller na próxima década
como absolvição da memória
sou um alguém apenas
que escreve o agora
cinco mil palavras libertas
mil pedras aprisionadas no pensamento
nada direto
contudo tudo
gira e volta
a seta acerta
o alvo da mente
na vida
na alma
na estática
no nome
no espírito
no coração
na força
no corpo
na sombra

O fim de mim

O fim de mim
Carlos Mettal

flores me devoram
que fome insaciável têm as borboletas
esse aroma de seda na minha pele quando me beija
se em pensamento
se na distância
tanto faz quanto tanto fez
a vez do desejo é inebriante embriaguez
flores me devoram
na porta de entrada não há saladas
prato principal em cima do ventre
o vento que em cima da mesa se deita
sobremesa antes do jantar não enfarta
flores no jarro
seiva no jardim
sua cor preta me diz que sim
simpatias de joelhos
lambendo seus pés
meus delírios
de penitência
flores me devoram
suas bocas me mordem
sobram os olhos que olham o céu
ainda que haja nuvens cobrindo o sol
seus sentidos me esvoaçam os cílios
cego no escuro penetro a caverna
tua luz me seduz ao caminho seguro
se grito é de dor
dor de não te ver
se calo é de amor
amor de te rever
flores me devoram
ao solo
ao telhado
enquanto as roupas secam no varal da poesia