PROJETO ESPAÇO ABERTO

atividades "cultura, educação, esporte, entreternimento

GATES

Programa CIRCUS

 Imagem

1. IDENTIFICAÇÃO:

Nome do Projeto: Centro de Investigação da Realidade Cultural e Social – CIRCUS

Instituição Proponente: Projeto Espaço Aberto

Endereço: Rua Amazonas, 4214 bairro Agenor de Carvalho

Telefone: (69) 9986 1499

2. CONSIDERAÇÕES GERAIS:

            O empreendedorismo pode ser abordado como a competência humana de transformar a própria realidade e a realidade à volta, gerando benefícios sociais e econômicos. Em linhas gerais, empreender é a habilidade de criar algo a partir do muito pouco ou quase nada. Fundamentalmente empreender é um ato criativo.

            A competência para empreender é uma faculdade humana que pode ser desenvolvida, independente do tipo de atividade transformadora que o empreendedor decida desenvolver, seja ela econômica, política, cultural, social ou outra.

            Ao idealizarmos a criação do Programa CIRCUS, buscamos a aglutinação de experiências básicas para a vida, deslocando o pensamento verbal e, difundindo o domínio da mente e do intelecto para a supressão das limitações verbais. Incentivando ao centro de investigação a preparação do indivíduo para todos os setores de habilitação do ser humano. E, para isso os termos interativos de inventividade estarão enquadrando e enjaulando a incoerência, como nociva ao desenvolvimento do talento, e descompromissando a intimidade como o principal inimigo ao crescimento pleno do ser, sem delimitação de períodos ou vidas; onde a caracterização a ser obtida e instrumentada seja o conhecimento e a capacidade agregados como atitudes e habilidades no processo de formação, reintegrando os elos de alcance dos objetivos dispersos, buscando a variedade existente no fluxo de informação rápida e fácil para a obtenção de respostas eficazes e duradouras, mostrando e difundindo a importância do homem sobre a terra.

            O adjetivo social qualificando o substantivo gestão é compreendido como o espaço privilegiado de relações sociais onde todos têm direito à fala, sem nenhum tipo de coibição (

Tenório, 2006).

            O Projeto sócio educativo e cultural integrando o profissional e o emocional será desenvolvido de acordo a ação de implementação e operacionalização do Programa denominado CIRCUS (Centro de Investigação da Realidade Cultural e Social) que visa desenvolver a capacidade para a transformação do ambiente, bem como possibilitar o uso de ferramentas gerenciais para a gestão de pequenos negócios.

 

3. JUSTIFICATIVA:

A grande importância dentro do âmbito educacional formador será de introduzir rapidamente os conceitos e aprendizagens adequadas para que o indivíduo, livremente exponha a sua idéia e concepção no tocante às deficiências próprias e coletivas existentes dentro do ensino e do desenvolvimento isolado.

Tendo da resultante a oportuna preparação e assimilação no uso adquirido da educação espontânea atribuindo ao resultado os valores significativos.

           

4. OBJETIVOS:

4.1. Objetivo Geral:

Estudar as características que devem ter um programa de formação e orientação (atividades sócio educativas e culturais): tendo como público prioritário, as famílias demandatárias da política de assistência social; as organizações sociais, rede sociais, conselhos e instituições afins, permitindo o aumento da profissionalização e desenvolvimento sustentável.

Elaborar indicadores e métodos de avaliação de programas de desenvolvimento em gestão em negócios.     

 

4.2. Objetivos específicos:

            Capacitar o participante para o entendimento e descrição do ambiente do projeto de forma clara e eficaz, oferecendo o conteúdo básico para a iniciação e o desenvolvimento do plano do projeto. O Programa CIRCUS abordará também os três processos de gerenciamento de projetos que são essenciais para o seu sucesso: execução, planejamento e pós-produção.

As etapas serão designadas de acordo com as faixas de assimilação, tendo a maior preocupação com a aplicação e a resolução dos fatos colhidos e subtendidos durante as aplicações.

De acordo com as resultantes será aplicada a continuidade dos estudos aos níveis superiores.

Todos os materiais colhidos serão analisados e publicados para a apreciação da sociedade, assim bem como encaminhadas aos parceiros compartilhadores.

 

5. METAS/ PRODUTOS/ RESULTADOS ESPERADOS:

Como resultado principal, ter-se-á uma metodologia de capacitação empreendedora para a comunidade, como via de transformação social e forma de acompanhamento e análise do trabalho desenvolvido.

Estuda-se a viabilidade de inserção do projeto em outras comunidades da região.               

Para cada uma dessas etapas, pesquisas foram realizadas para o desenvolvimento de materiais específicos, bem como formas de atendimento. Em paralelo à aplicação do modelo.

Modelos de projetos desenvolvidos para grupos específicos e pequenos negócios;

Modelos de projetos para trabalhar com alunos no Ensino Fundamental e Médio;

Conceitos de gestão para organizações que desenvolvem atividades junto às comunidades;

Cooperativas – formação de redes de trabalho;

Criação de eventos para a sensibilização do futuro administrador (alunos de administração) quanto à importância do seu papel no desenvolvimento da sociedade como um todo.

META

PRODUTO

RESULTADO

Como nasce um projeto;

Tempestade de idéias “Brainstorm”

Definir em qual setor atuar

Como formalizar um projeto;

Pesquisa do setor a atuar

Definir as necessidades

As etapas do planejamento;

Organização setorial das fases

Definir as tarefas das necessidades

Como elaborar o plano de gerenciamento do projeto;

Formação executiva

Definir quantitativos dos recursos humanos e materiais

Integrando as atividades do projeto;

Formação social

Definir a interação entre as idéias

Realizando o trabalho de acordo com o especificado;

Formação profissional

Definir o cronograma a ser seguido

Coordenando os recursos humanos envolvidos no projeto;

Formação Administrativa

Definir a comunicação social entre equipes

Buscando o atendimento dos objetivos do projeto;

Formação Sensorial

Definir as etapas principais e secundárias

Monitorando o progresso: comparando o planejado com realizado;

Formação de Auto-Crítica

Definir os caminhos de ajustes das idéias planejadas

Reuniões de acompanhamento do projeto: como documentar;

Formação Bibliotecária

Definir os arquivos de acordo com as fases relatando e documentando, fotografando e filmando

Controlando as mudanças dos projetos;

Formalização de plano “B”

Definir o plano secundário para prosseguimento do projeto em fases de readaptação

Encerrando os projetos e contratos;

Formalizando contratos e termos

Definir contratos e termos

Desenvolvendo o relatório de Lições Aprendidas;

Formalizando relatórios

Definir relatórios e lições a serem reaplicadas e redefinidas

 

6. METODOLOGIA/ ESTRATÉGIA DE AÇÃO:

            O Programa CIRCUS abordará os três processos de gerenciamento de projetos que são essenciais para o seu sucesso: execução, planejamento e pós-produção.

            As etapas serão designadas de acordo com as faixas de assimilação, tendo a maior preocupação com a aplicação e a resolução dos fatos colhidos e subtendidos durante as aplicações.

            De acordo com as resultantes será aplicada a continuidade dos estudos aos níveis superiores.

A aplicação do modelo e avaliação dos indicadores desenvolvidos será realizada através da aplicação do projeto em comunidades de Porto Velho – RO.

            A metodologia desenvolvida consiste nas etapas abaixo descritas:

  1. Formação de cinco (5) grupos com dez (10) integrantes cada.
  2. Palestras básicas de gestão de projetos.
  3. Consultorias para gerenciamento dos projetos, objetivando o aumento da profissionalização em gestão social cultural.
  4. Execução dos projetos desenvolvidos durante o Programa CIRCUS.
  5. Inicialmente o local foco do projeto consiste na loacalidade de Porto Velho – Rondônia.
  6. GRUPOS: PROGRAMAÇÃO

6.1 – MÚSICA – Escola de Música.

Apresentação musical em formato show

  1. Teologia Palestras
  2. Sociologia Palestras

6.2 – MULTIMÍDIA Escola Digital

Apresentação de mídia em formato digital

  1. Design Criativo
  2. Software Dominado
  3. Inclusão Digital Conexões e Palavra Chave

6.3 – PEDAGÓGICO/LITERÁRIO Bibliotecal

Apresentação teatral em formato teatro, poesias, livros

  1. O Pensamento Científico
  2. A Primeira Idade Literária
  3. A Sociedade da Leitura
  4. O Escritor Detectado
  5. O Pensador Detectado
  6. O Articulador Detectado
  7. Fonoaudiologia Palestras e Consultas
  8. Literatura Brasileira e Redação Palestras e Ensino
  9. Literatura Estrangeira Traduções e Leituras
  10. Literatura Nativa Palestras e Contos

 

  1. Capacitação

Apresentação em formato workshop

  1. Palestras Formuladoras
  2. Oratórias Formuladoras
  3. Conclaves Examinadores
  4. Psicologia Palestras e Consultas
  5. Advocacia Palestras e Consultas
  6. ENTRETENIMENTO

Apresentação de atividades esportivas em formato esporte

  1. Esportes Quadra
  2. Esportes Recreativos
  3. EXTRA BÔNUS

Apresentação de “Mostra e Resultados” em formato Show, Mídia e Teatro

 

            Todos os materiais colhidos serão analisados e publicados para a apreciação da sociedade, assim bem como encaminhadas aos parceiros compartilhadores.

Os projetos desenvolvidos são orientados pelas reflexões da linha de trabalho, em cujos desdobramentos está a criação de novas alternativas para a problemática relacionada ao desemprego.                                  

Propõem-se também a oferecer uma formação que permita tanto o aprofundamento da competência exigida pela gestão eficaz, quanto o aprofundamento da compreensão crítica dos limites da técnica.

Para que os objetivos da instituição sejam mais facilmente atingidos em técnicas de gestão sintonizados com a realidade na qual estão inseridos.

Formando se mercados regionais de porte compatível com os investimentos de capital necessários para a produção competitiva.

 

7. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DAS AÇÕES:

            A aplicação do modelo e avaliação dos indicadores desenvolvidos será realizada através da aplicação do projeto em comunidades de Porto Velho/RO.

            Estuda-se a viabilidade de inserção do projeto em outras comunidades da região.

            Para cada uma dessas etapas, pesquisas foram realizadas para o acompanhamento e análise do trabalho desenvolvido.

 

 

8. PARCERIAS E GRUPOS DE COOPERAÇÃO:

PMPV

Prefeitura Municipal de Porto Velho

Período

Escola de música

Atividades Musicais; Palestras Teologia; Palestra Sociologia; Apresentação musical

 

CASAS de Apoio

Atividades Multimídia; Design criativo; Software dominado; Inclusão digital; Palavra chave

 

Bibliotecas

Atividades Pedagógico/Literário; Dramatização em formato de Teatro; Recital de poesias; Produção litarária;

a) O pensamento Científico

b) A primeira Idade Literária

c) A Sociedade da Leitura

d) O Escritor Detectado

e) O Pensador Detectado

f) O Articulador Detectado

g) Fonoaudiologia (palestras e consultas)

h) Literatura Brasileira e Redação (palestras e ensino)

i) Literatura Estrangeira (tradução e leituras)

j) Literatura Nativa (palestras e contos)

 

Auditórios

Workshop

a)      Palestras Formuladoras

b)      Oratórias Formuladoras

c)      Conclaves Examinadores

d)     Psicologia (palestras e consultas)

e)      Advocacia (palestras e consultas)

Entretenimento; Atividades esportivas; recreativas

 

Auditórios

Apresentação de Mostras e Resultados;

Show; Mídia Teatro

 

MP

Ministério Público

 

MTE/DRT

Ministério do Trabalho e Emprego

 

MDS

Ministério do Desenvolvimento Social

 

SEMDESTUR

Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sócio Econômico

 

UNIR

Universidade Federal de Rondônia

 

OAB

Ordem dos Advogados do Brasil/RO

 

EMPRESAS

Empresários local, nacional e internacional

 

 

 

 

 

9. CAPACIDADE TÉCNICA E GERÊNCIAL PARA EXECUÇÃO DO OBJETO:

Nome: JOSÉ CARLOS DA COSTA FERNANDES

Data de Nascimento: 05.07.1965

Naturalidade: Douradina-MS

Filiação: José Fernandes Procópio e Veranilda da Costa Fernandes

Estado Civil: Solteiro

End: Av.: Amazonas, 4214 /esquina com Rua: Arruda Fontes Cabral (Rua 11)

Bairro: Agenor de Carvalho

Cep: 76.820-260, Porto Velho-RO

 

Residente em Porto Velho-RO desde 1969. Músico-(contra-baixista), Compositor, Co-fundador do grupo musical Nômades, Designer gráfico, Arquitetura Orgânica, Designer de Interiores, Designer de Móveis, precursor do movimento de festivais nos anos ’80, na cidade de Porto Velho/RO.

Produtor Cultural desde 1985 aos dias atuais.

 

Codinome

Carlos Metal

Fone

9986-1499

Email

carlosmettal@gmail.com

Msn

carlosmettal@hotmail.com

 

Realizações/Descrições:

Projeto Espaço Aberto/ 1985 a 2011:

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Praça das Caixas d’Água I” – 1985/Show Rock

Evento: “Semana de Calouros da Universidade Federal de Rondônia – UNIR” – 1985/Show Multi-Cultural

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Praça das Caixas d’Água” – 1985/Show Pop Rock

Evento: “Show Reggae e Rock – Sessão Maldita” – 1986/Orlando Costa e Grupo Boca do Mundo

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Praça das Caixas d’Água II” – 1986/Seresta Saudade

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Praça das Caixas d’Água III” – 1987/Rock’n’Concert

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Praça das Caixas d’Água IV” – 1988/Show Musical e Teatro Infantil

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Cine Teatro Recreio (Rio Branco-AC) – 1989/Show Rock

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Rock Vídeo” – 1990/SESC-RO

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Praça das Caixas d’Água” – 1990/Rock Raul

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Inhumas-GO” 1990/XXII GREMI – Festival

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Bar Wood River” – 1990/Banda Logan

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Balada do Madeira” – 2002 a 2005/Banda Logan, Banda S.A.

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Balada do Madeira” – 2002 a 2005/Banda Rock Soul Funk, Ossos do Ofício

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Madeira Rock Festival” – 2002/Show Pop Rock

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Projeto Planetário/Gates” – 2003/Multi-Cultural

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Win-Eco-Super#Games+” – 2003/Esportes

Evento: “Projeto Espaço Aberto – Feira de Lançamento” – 2005/Feira da Economia Solidária de Rondônia

Evento/2007: Depois das Chuvas, O Show. Artista: Binho. Participações especiais dos músicos Remis Michel (flautas, ritmos e efeitos percussivos) e Ronald Vasconcelos (cavaquinho, guitarra e violão), Ákilas (Boca), Elisa Cristina,  Rinaldo Santos e Michelle Saraiva (dança). Criação de cenário multimidiático digital com Exposição de Fotografias de Mário Venere, Paulo Berton, o Artista Plástico Júlio de Carvalho e a Multi-arte de Joéser Alvarez. Realizado em 13 de julho, no Teatro Um do Sesc-RO.

Evento/2008: Museu das Musas, O Show. Artista: Binho. Participações especiais de artistas convidados.

Evento/2009: Canoa Canora, O Show. Artista: Binho. Participações especiais de artistas convidados.

Evento: “Workshop**2010” – Grupo Aluandê de Estudos da Capoeira Angola e das Tradições Afro brasileiras – PROJETO APROVADO PELO EDITAL MICROPROJETOS/2010 PROGRAMA MAIS CULTURA MICROPROJETOS – AMAZÔNIA LEGAL

 

Ativididades: exposição de artes plásticas, circenses, teatro de bonecos, teatro vivo, show de música, poesia, artesanato, campanha pela paz, arrecadação de alimentos, desfile de moda, fotografias de Porto Velho (antigo), intercâmbio cultural universitário, jogos esportivos de resistência e força; exposição de biojóias, exposição de produtos indígenas, Capoeira Angola, reciclagem de lixo, exposição de produtos comestíveis.

 

Participantes: (Banda Nômades; Banda Escola Noturna; Orlando Costa e Grupo Boca do Mundo; Universitários; Carla, Hélio & Remis; Grupo Vôo Livre; Grupo de Teatro É do mela volta ou do Mela continua; Fura bolo & sua turma; Grupo de capoeira Barra Vento Mestre Xoroquinho; Grupo Sentinelas do Pampas; Bentinho; Nonato do Cavaquinho; Cobras do Forró; Grupo Ponte Aérea; Grupo Moca; Jorge Andrade; Jussara Santos; Justino; Ana Amélia; Auri Pentello; Regional Odeon; Humberto Amorim; Grupo Teatral Rádio Pirata Zé y Cá 4,4 mais ou menos dois por quatro ondas altíssimas temperadas entrando no ar com a por…; Grupo Teatral Porantim; Banda Incógnitos; Passaport; Blackout; Nilson Santos e Banda; Antônio Alves; entretenimento musical dançante com lançamento de produto comercial; Banda Artigo Indefinido; Rock Soul Funk; Lapidarius; Arma Zen; Sawana; Hip Hop; Silêncio Oculto; Máquina 15; Ciclo Evolutivo; S.A.; Maria Juana; Logan; Porta Central; Maria Melamanda; Ossos do Ofício; Banda Dogma; Ultimato; Binho; S.A.; Dj’s: Paulo Arruda; Bell Mesk); Banda Leão do Norte; Banda Beradelia.

 

10. PÚBLICO ALVO:

Famílias demandatárias da política de assistência social; profissionais e trabalhadores da assistência social; organizações sociais; redes sociais; conselhos e instituições afins; cidadãos que queiram ampliar seus conhecimentos visando maior oportunidade social e cultural.

O Teatro da Sexta Feira

animação gráfica com uso do software adobe elements 9; fotografias com um celular samsung SGH F250L 1.3 megapixels, edição de imagen corel photo paint X15

Depois das Chuvas

Depois das chuvas

Depois das chuvas, é um espetáculo litero-musical que passeia pelas composições solo e em parceria do autor porto-velhense Binho, bem como de compositores locais . As músicas e os poemas escolhidos abordam as obras do citado artista desde o lendário movimento Grito de cantadores (SESC), do qual resultaram discos coletivos como Porto das esperanças e Amazônia em canto (EMJA), até o CD solo Isca Arisca, gravado em 2006. O compositor escolheu para este show as canções que compõem, significativamente, o percurso de sua criação, a partir da década de 80. Com ele, nessa temporada, estão músicos de reconhecida competência como Remis Michel (flautas, ritmos e efeitos percussivos) e Ronald Vasconcelos (cavaquinho, guitarra e violão)

multimidiático
binho

Scenery by Carlos Mettal

Canções

  1. Ave, Júlia

Júlia canta sozinha

do jirau

lá da vizinha

Júlia canta com sua voz suave

Júlia canta e sua voz é nave

ave, Júlia

santa passarinha

dos meninos da vila

Descendo o Madeira

desci Madeira abaixo

e acho, acho, acho que vi

o boto dando um trato

passando a bola ao tambaqui

e uma piranha louca a sorrir

jacaré nada de costas por ali

puraqué projeto em punho

diz-que já fez até um rascunho

pra resolver de vez

a crise energética

desci Madeira abaixo

e acho, acho, acho que ouvi

o pacu dando um esculacho

malhando a vida do jaraqui

e o baiacu alegre admitir

que a nova geração nascia ali

peixe-boi cheio de graça

afirmava de pirraça

o reino rio é feliz

por não ter nenhum delfim

desci Madeira abaixo

diacho, riacho, acho que ri

ri do meu sonho bobo

de ver serias morando ali

aí êpe êpe ôpe êpe ôpe êpe ôpe

multimidiático

michele saraiva - bôca - rinaldo santos - ronald vasconcelos - remis michel - binho - carlos mettal

Poemas

Euterpe terapia

cateretê
lundu
maxixe
&
modinha

samba
bossa
sertanejo
&
chorinho

mpb
mpbrega
raiz-pop
&
abobrinha

2. Samba de lua

samba

de bater

no bumba do luar

samba

de render

despacho

pra trupe do batuque

um sotaque de atabaque

onde contra

acentua como ataque

requebrando o corpo

na cambraia

uma negra rasga a saia

aluada em Luanda

na levada a bacana

põe um suingue de bamba

e arrebata a banda

na levada a bacana

põe um suingue de bamba

e arregaça a banda

com seu samba

tem quem diz que pôs

cicuta nos quitutes

da boa tia Ciata

tem quem diz que pôs

be-bop cool no toque

dos tambores de  Sinhô

dança indiana

michele saraiva

3. Pastiche

te via dali

da janela aberta dos olhos

teu disfarce de musa

o Marley bobeando em tua blusa

e eu te vendo sumir na manhã

navegando nuvens e naves

na avenida

a blusa molhada

a forma malhada

que a idade espelha

-

fazias paisagens nos meus olhos

te via dali

da tv desligada da sala

tua imagem na sala

o Bob rega por nós na vitrola

e a tv te vendo sumir

rabiscando cais e ocasos

na tarde finda

a fama de fêmea

a fleuma de fada

que a cidade espalha

-

fazias volume em minh’alma

te via dali

da lua pousada nas telhas e calhas

do olho escuro da água

que a noite clara

névoa levara

te via dali

da tv desligada da fala

na janela aberta dos olhos

cegos de rarefeitas luzes

feitas raras

multimidiático

bôca

 4. Baião a dois

desde a hora em que te vi

vivo noutra dimensão

sem ferida e sem costura

ganhei outro coração

caminhar é um país

a fronteira é o prazer

eu só posso ser feliz

caminhando com você

vou botar nesse baião

sangue novo pra correr

ganhei outro coração

caminhando com você

vou fazer baião a dois

com carinho e com feijão

só pra ver quem vem depois

de acabar esta canção

Repibumbaião

quando

me

toquei

quando

me

encantei

quando

me

toquei

tava

tocando

essa

cidade

bailando

em seus tambores

batendo

em seus bumbares

bicando

em seus botecos

brilhando

em seus luares

quando

me

encantei

quando

me

toquei

quando

me

encantei

tava

cantando

essa

cidade

sarrando

em  seus terreiros

soando

em seus falares

sorrindo

em seus festejos

mirando

em seus rio-mares

quanto

mais

toquei

mais

me

encantei

tanto

que

tentei

mote

trovando

outra

cidade

poemas

mera lenda

amar é lindo
e eu
amarelando
amar

a maré linda
e eu
olhando além
do mar

5. Dezembro

é dezembro

sei da chuva

sapateando

no asfalto um samba de inverno

“o mundo gira

porque não sabe dançar”

hoje tem arrastão

ipanema, mucambo, maranhão

é dezembro

e os meninos da Somália

não calçam sandálias

não querem batalhas

pão comem não

Galileu voltou para livrar a cara da igreja

Nostradamus sabia da índole do presidente do mundo

quem disse que descobriu o Brasil, mentiu

e a hipocrisia não vai ao Fantástico

sem o seu sorriso de plástico

e o seu cartão de natal

diz preu ser feliz

é dezembro

e os meninos da Somália

só comem batalhas

a ONU atrapalha

y los niños somalí

non saben de Dios

desconhecem a existência de Deus

6. Vazio azul

tava

tocando

de

tudo

no

dial

tava

tocando

de

tudo

a

mão

voei

ao

violão

tão

volátil

vinho

vento

veio

me

deixou

vazio

azul

tão

manhã

cedinho

 

om

om

om

om

zé ou zen

dá quem tem

zé ou zen

dá quem tem

7. Porto do velho

aqui em Rondônia quando vejo

pela manhã

nascer o sol

escuto o cantar dos passarinhos

que tão sozinhos

gorjeiam em paz

é própria natureza andando

é pensar correr de novo de cegonha

e voltar lá no passado Guaporé

viva ê viva ê a Rondônia

na estrada de ferro corre o vento

relembrando assim

a estação

levando em consideração os trilhos

seus mistérios, seus desvios

seu passado, seu poder

bem nosso

o nosso antigo mercado modelo

bem nosso

o seu relógio que nunca parou

bem nosso

a velha usina que não mais deu luz

o Porto Velho Hotel

ah, ah

o velho Pimentel

de onde tudo

tudo começou

8. Terreiros

acende o fogo

torra a castanha

e limpa o pilão

pila a farinha

traz o açúcar

cuida do sal

tira o dedo daí

menino tu vai te queimar

menino não brinca com fogo

brinca com a luz do luar

quem corre cansa

quem anda alcança

boneco-duro

e rouba-bandeira

brinca de roda

da machadinha

de macuxila

e bela condessa

9. Zegarrafa

Zegarrafa

eu poderia fazer

um chorinho

sob o auspicio sonoro

do teu cavaquinho

e então numa grande explosão

voar devagarinho

eu poderia cantar

com carinho

a dissonância etéreo

do teu cavaquinho

sem ferir a harmonia eterna

de um brasileirinho

e assim

sair por aí

numas de encontrar

um tranqüilo lugar

pra sonhar, sorrir e cantar

o que a vida deixou

pelo ar

só então

é que o meu violão

encheria de som

uma mesa de bar

e a vida

na certa riria

e nos daria o luar

Aporrinhadamente apaixonado

essa paixão maluca

de estar contigo

viajando nossas coisas

fazendo música

vem de longe muito longe

pra me deixar carente

com o sol entre os dentes

o corpo meu soluçando de vontades

o corpo teu inventando saudades

que em vão tento apagar

pelos bares

onde banho minha solidão

com o vinho

ou então pela cidade

onde disfarço minha tesão

olhando as pessoas bonitas que passam

10. Para quilombos & caboclos

o quê que o quilombo qué?

o quê que o caboclo dá?

batuque sem bate-estaca

um groove sem agravar

o agora na algaravia

e o gesto largo do lugar

por isso

zoada de boca

na boca do Boca

na boca do Boca

cabocla

o quê que o caboclo qué?

o quê que o quilombo dá?

bailado feito balada

terreiro, tribo, congá

“fé cega e faca amolada”

e o jeito junkie de gingar

por isso

zoada de boca

na boca do Boca

na boca do Boca

cabocla

então vê se bate junto

o beat desse lugar

tacape do mesmo tope

trompete de tracajá

titica no titicaca

tucupi no tacacá

por isso

zoada de boca

na boca do Boca

na boca do Boca

cabocla

o caboclo (des)cala a boca

do urbano quilombo quengo

catiti catiti
imara notiá
notiá imara
ipeju

11. Cunhantã

cunhantã

morena de sol

cabelos orvalho de rio

sorriso doirando a manhã

no peito um muiraquitã

uma pequenina rã

que ela dará ao seu namorado

na beira do lago sagrado

em plena luz do luar

uma maneira louca de amar

de se entregar ao amor

um ensaio celeste de luz

que se reproduz no ar

boiúna encanta minha mana

é preciso se libertar

cheiroso suco de maracujá

dativa louca epadu mariri

dança na noite batuca lundu

saci na mata morena escondeu

beijo molhado de saudade e som

volta cunhã curupira te ensina

teu namorado te espera no lago sagrado

e a lua banha a água de prata

som de tambores na mata ecoou

encanto acabou é dia

a cunhantã se pôs a cantar

de tanto amar voou

uirapuru canta mana Amazônia cioso cantar

12. Mata cria

mata que não mata e cria

mata que não mata a mãe

mata que não mata o rio

mata que não mata a vida

mata que não mata e cura

mata que não mata e cria

mata que não mata a lenda

mata que não mata o mito

mata que não mata urutaí

mata que não mata jurupari

mata que não mata e cria

mata que não mata curupira

mata que não mata mapinguari

mata que não mata piriri

mata que não mata e vive

mata que não mata boitatá

mata que não mata matá

mata a mata que não mata

mata quem matar

mata quem, quem mata matar

mata quem matar

mata quem? Mata quem?

13. Ritos & ais

bom dia todo dia

boa tarde toda tarde

boa noite toda noite

noite & dia

salta solto o sol

o aceiro sem senões

eleva-se a voz

ufana-se o afã

desvela-se a luz

bom dia todo dia

boa tarde toda tarde

boa noite toda noite

noite & dia

rola rés ao céu

o apelo sem poréns

refina-se o fel

afirma-se a fé

reparte-se a paz

(A voz desfaz, refaz)

madrugada

inda é noite

fim-de-tarde

inda é dia

sem contudo

muito embora

todavia

meia-noite

não é dia

meio-dia

não é tarde

dia bom

faz minar

melodias

é bom dar bom dia

14. No capricho

a neguinha me pediu

branquinho me faz um pagode

na lírica leve que aborde

o boom do amor

a neguinha me pediu

branquinho me trace um batuque

no utópico toque que eduque

o down da dor

essa nega quer zoar

ela sabe que sou rock’n’roll,

jazz’n’roll, blues’n’roll

até para rezar

essa nega quer curtir

ela sabe que sou rap’n’roll

dance’n’roll, funk’n’roll

até para fingir

neguinha

disfarça esse vício

no verso que vasa

não faça desfeita

à moda da casa

invente outro mote

pro seu cantador

neguinha

despista esse papo

no apuro do passo

não deixa que saia

do tom o arregaço

que faço pensando

ser samba sem cor

15. Regateia

tiro de salto uma balada urbana

que foge à janela

pela janela

que foge pela janela

nas asas de um passarim

no rastro de um arco-íris

a ponte pra primavera

que surge nessa fantasia da manhã

a flor da manhã

flor da amazônia

flor da minha saudade

inteira

o pôr-do-sol que tingiu

as margens do madeira

e algum rastro de rio

os igarapés são veias

nessa teia verde

que emana a força

beradeira

Canção de barco e de olvido

não quero a negra desnuda

não quero o baú do morto

eu quero é o mapa das nuvens

e um barco bem vagaroso

ai esquinas esquecidas

ai lampiões de fins-de-linha

quem me abana das antigas

janelas de guilhotina?

queu vou passando e passando

como em busca de outros ares

sempre de barco passando

cantando os meus quintanares

no mesmo instante olvidando

tudo o de que te lembrares

16. lavadeiras

trouxa cacete e sabão

cuia e chinelo na mão

bucho e menino cagão

é aqui na prancha

que a gente se escancha

todas as manhãs

só pra lavar roupa

só pra bater boca

cuidar de cunhã

rio passa passa passa

água lava lava lava

a voz

a voz

que vem de longe

cantar sua sorte

lavadeira norte da canção

Morenas & bumbas

foi

me fez sair

atrás do boi

do marronzim

uma morena

lá da tupi

parei na pena branca da índia

pirei na contradança da índia

pois

foi mesmo assim

a moreninha

lá da tupi

me fez cantar

para o seu boi

fiz toada pro contrário calar

fiz matança pro vaqueiro matar

o boi o boi

cantei uma morena

batuque dançava um boi

luar vila serena

fogueira queimou nós dois

um canto em favor das matas
dentro da mata
tem a lei do mato
dentro da mata tem um rei
quem fere a mata
e a lei do mato
ferirá o rei também

multimidiático

elisa cristina e binho

 

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