GATES
1. IDENTIFICAÇÃO:
Nome do Projeto: Centro de Investigação da Realidade Cultural e Social – CIRCUS
Instituição Proponente: Projeto Espaço Aberto
Endereço: Rua Amazonas, 4214 bairro Agenor de Carvalho
Telefone: (69) 9986 1499
2. CONSIDERAÇÕES GERAIS:
O empreendedorismo pode ser abordado como a competência humana de transformar a própria realidade e a realidade à volta, gerando benefícios sociais e econômicos. Em linhas gerais, empreender é a habilidade de criar algo a partir do muito pouco ou quase nada. Fundamentalmente empreender é um ato criativo.
A competência para empreender é uma faculdade humana que pode ser desenvolvida, independente do tipo de atividade transformadora que o empreendedor decida desenvolver, seja ela econômica, política, cultural, social ou outra.
Ao idealizarmos a criação do Programa CIRCUS, buscamos a aglutinação de experiências básicas para a vida, deslocando o pensamento verbal e, difundindo o domínio da mente e do intelecto para a supressão das limitações verbais. Incentivando ao centro de investigação a preparação do indivíduo para todos os setores de habilitação do ser humano. E, para isso os termos interativos de inventividade estarão enquadrando e enjaulando a incoerência, como nociva ao desenvolvimento do talento, e descompromissando a intimidade como o principal inimigo ao crescimento pleno do ser, sem delimitação de períodos ou vidas; onde a caracterização a ser obtida e instrumentada seja o conhecimento e a capacidade agregados como atitudes e habilidades no processo de formação, reintegrando os elos de alcance dos objetivos dispersos, buscando a variedade existente no fluxo de informação rápida e fácil para a obtenção de respostas eficazes e duradouras, mostrando e difundindo a importância do homem sobre a terra.
O adjetivo social qualificando o substantivo gestão é compreendido como o espaço privilegiado de relações sociais onde todos têm direito à fala, sem nenhum tipo de coibição (
Tenório, 2006).
O Projeto sócio educativo e cultural integrando o profissional e o emocional será desenvolvido de acordo a ação de implementação e operacionalização do Programa denominado CIRCUS (Centro de Investigação da Realidade Cultural e Social) que visa desenvolver a capacidade para a transformação do ambiente, bem como possibilitar o uso de ferramentas gerenciais para a gestão de pequenos negócios.
3. JUSTIFICATIVA:
A grande importância dentro do âmbito educacional formador será de introduzir rapidamente os conceitos e aprendizagens adequadas para que o indivíduo, livremente exponha a sua idéia e concepção no tocante às deficiências próprias e coletivas existentes dentro do ensino e do desenvolvimento isolado.
Tendo da resultante a oportuna preparação e assimilação no uso adquirido da educação espontânea atribuindo ao resultado os valores significativos.
4. OBJETIVOS:
4.1. Objetivo Geral:
Estudar as características que devem ter um programa de formação e orientação (atividades sócio educativas e culturais): tendo como público prioritário, as famílias demandatárias da política de assistência social; as organizações sociais, rede sociais, conselhos e instituições afins, permitindo o aumento da profissionalização e desenvolvimento sustentável.
Elaborar indicadores e métodos de avaliação de programas de desenvolvimento em gestão em negócios.
4.2. Objetivos específicos:
Capacitar o participante para o entendimento e descrição do ambiente do projeto de forma clara e eficaz, oferecendo o conteúdo básico para a iniciação e o desenvolvimento do plano do projeto. O Programa CIRCUS abordará também os três processos de gerenciamento de projetos que são essenciais para o seu sucesso: execução, planejamento e pós-produção.
As etapas serão designadas de acordo com as faixas de assimilação, tendo a maior preocupação com a aplicação e a resolução dos fatos colhidos e subtendidos durante as aplicações.
De acordo com as resultantes será aplicada a continuidade dos estudos aos níveis superiores.
Todos os materiais colhidos serão analisados e publicados para a apreciação da sociedade, assim bem como encaminhadas aos parceiros compartilhadores.
5. METAS/ PRODUTOS/ RESULTADOS ESPERADOS:
Como resultado principal, ter-se-á uma metodologia de capacitação empreendedora para a comunidade, como via de transformação social e forma de acompanhamento e análise do trabalho desenvolvido.
Estuda-se a viabilidade de inserção do projeto em outras comunidades da região.
Para cada uma dessas etapas, pesquisas foram realizadas para o desenvolvimento de materiais específicos, bem como formas de atendimento. Em paralelo à aplicação do modelo.
Modelos de projetos desenvolvidos para grupos específicos e pequenos negócios;
Modelos de projetos para trabalhar com alunos no Ensino Fundamental e Médio;
Conceitos de gestão para organizações que desenvolvem atividades junto às comunidades;
Cooperativas – formação de redes de trabalho;
Criação de eventos para a sensibilização do futuro administrador (alunos de administração) quanto à importância do seu papel no desenvolvimento da sociedade como um todo.
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META |
PRODUTO |
RESULTADO |
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Como nasce um projeto; |
Tempestade de idéias “Brainstorm” |
Definir em qual setor atuar |
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Como formalizar um projeto; |
Pesquisa do setor a atuar |
Definir as necessidades |
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As etapas do planejamento; |
Organização setorial das fases |
Definir as tarefas das necessidades |
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Como elaborar o plano de gerenciamento do projeto; |
Formação executiva |
Definir quantitativos dos recursos humanos e materiais |
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Integrando as atividades do projeto; |
Formação social |
Definir a interação entre as idéias |
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Realizando o trabalho de acordo com o especificado; |
Formação profissional |
Definir o cronograma a ser seguido |
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Coordenando os recursos humanos envolvidos no projeto; |
Formação Administrativa |
Definir a comunicação social entre equipes |
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Buscando o atendimento dos objetivos do projeto; |
Formação Sensorial |
Definir as etapas principais e secundárias |
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Monitorando o progresso: comparando o planejado com realizado; |
Formação de Auto-Crítica |
Definir os caminhos de ajustes das idéias planejadas |
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Reuniões de acompanhamento do projeto: como documentar; |
Formação Bibliotecária |
Definir os arquivos de acordo com as fases relatando e documentando, fotografando e filmando |
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Controlando as mudanças dos projetos; |
Formalização de plano “B” |
Definir o plano secundário para prosseguimento do projeto em fases de readaptação |
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Encerrando os projetos e contratos; |
Formalizando contratos e termos |
Definir contratos e termos |
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Desenvolvendo o relatório de Lições Aprendidas; |
Formalizando relatórios |
Definir relatórios e lições a serem reaplicadas e redefinidas |
6. METODOLOGIA/ ESTRATÉGIA DE AÇÃO:
O Programa CIRCUS abordará os três processos de gerenciamento de projetos que são essenciais para o seu sucesso: execução, planejamento e pós-produção.
As etapas serão designadas de acordo com as faixas de assimilação, tendo a maior preocupação com a aplicação e a resolução dos fatos colhidos e subtendidos durante as aplicações.
De acordo com as resultantes será aplicada a continuidade dos estudos aos níveis superiores.
A aplicação do modelo e avaliação dos indicadores desenvolvidos será realizada através da aplicação do projeto em comunidades de Porto Velho – RO.
A metodologia desenvolvida consiste nas etapas abaixo descritas:
6.1 – MÚSICA – Escola de Música.
Apresentação musical em formato show
6.2 – MULTIMÍDIA – Escola Digital
Apresentação de mídia em formato digital
6.3 – PEDAGÓGICO/LITERÁRIO – Bibliotecal
Apresentação teatral em formato teatro, poesias, livros
Apresentação em formato workshop
Apresentação de atividades esportivas em formato esporte
Apresentação de “Mostra e Resultados” em formato Show, Mídia e Teatro
Todos os materiais colhidos serão analisados e publicados para a apreciação da sociedade, assim bem como encaminhadas aos parceiros compartilhadores.
Os projetos desenvolvidos são orientados pelas reflexões da linha de trabalho, em cujos desdobramentos está a criação de novas alternativas para a problemática relacionada ao desemprego.
Propõem-se também a oferecer uma formação que permita tanto o aprofundamento da competência exigida pela gestão eficaz, quanto o aprofundamento da compreensão crítica dos limites da técnica.
Para que os objetivos da instituição sejam mais facilmente atingidos em técnicas de gestão sintonizados com a realidade na qual estão inseridos.
Formando se mercados regionais de porte compatível com os investimentos de capital necessários para a produção competitiva.
7. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA DAS AÇÕES:
A aplicação do modelo e avaliação dos indicadores desenvolvidos será realizada através da aplicação do projeto em comunidades de Porto Velho/RO.
Estuda-se a viabilidade de inserção do projeto em outras comunidades da região.
Para cada uma dessas etapas, pesquisas foram realizadas para o acompanhamento e análise do trabalho desenvolvido.
8. PARCERIAS E GRUPOS DE COOPERAÇÃO:
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PMPV |
Prefeitura Municipal de Porto Velho |
Período |
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Escola de música |
Atividades Musicais; Palestras Teologia; Palestra Sociologia; Apresentação musical |
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CASAS de Apoio |
Atividades Multimídia; Design criativo; Software dominado; Inclusão digital; Palavra chave |
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Bibliotecas |
Atividades Pedagógico/Literário; Dramatização em formato de Teatro; Recital de poesias; Produção litarária; a) O pensamento Científico b) A primeira Idade Literária c) A Sociedade da Leitura d) O Escritor Detectado e) O Pensador Detectado f) O Articulador Detectado g) Fonoaudiologia (palestras e consultas) h) Literatura Brasileira e Redação (palestras e ensino) i) Literatura Estrangeira (tradução e leituras) j) Literatura Nativa (palestras e contos) |
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Auditórios |
Workshop a) Palestras Formuladoras b) Oratórias Formuladoras c) Conclaves Examinadores d) Psicologia (palestras e consultas) e) Advocacia (palestras e consultas) Entretenimento; Atividades esportivas; recreativas |
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Auditórios |
Apresentação de Mostras e Resultados; Show; Mídia Teatro |
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MP |
Ministério Público |
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MTE/DRT |
Ministério do Trabalho e Emprego |
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MDS |
Ministério do Desenvolvimento Social |
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SEMDESTUR |
Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sócio Econômico |
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UNIR |
Universidade Federal de Rondônia |
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OAB |
Ordem dos Advogados do Brasil/RO |
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EMPRESAS |
Empresários local, nacional e internacional |
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9. CAPACIDADE TÉCNICA E GERÊNCIAL PARA EXECUÇÃO DO OBJETO:
Nome: JOSÉ CARLOS DA COSTA FERNANDES
Data de Nascimento: 05.07.1965
Naturalidade: Douradina-MS
Filiação: José Fernandes Procópio e Veranilda da Costa Fernandes
Estado Civil: Solteiro
End: Av.: Amazonas, 4214 /esquina com Rua: Arruda Fontes Cabral (Rua 11)
Bairro: Agenor de Carvalho
Cep: 76.820-260, Porto Velho-RO
Residente em Porto Velho-RO desde 1969. Músico-(contra-baixista), Compositor, Co-fundador do grupo musical Nômades, Designer gráfico, Arquitetura Orgânica, Designer de Interiores, Designer de Móveis, precursor do movimento de festivais nos anos ’80, na cidade de Porto Velho/RO.
Produtor Cultural desde 1985 aos dias atuais.
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Codinome |
Carlos Metal |
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Fone |
9986-1499 |
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Msn |
Realizações/Descrições:
Projeto Espaço Aberto/ 1985 a 2011:
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Praça das Caixas d’Água I” – 1985/Show Rock
Evento: “Semana de Calouros da Universidade Federal de Rondônia – UNIR” – 1985/Show Multi-Cultural
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Praça das Caixas d’Água” – 1985/Show Pop Rock
Evento: “Show Reggae e Rock – Sessão Maldita” – 1986/Orlando Costa e Grupo Boca do Mundo
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Praça das Caixas d’Água II” – 1986/Seresta Saudade
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Praça das Caixas d’Água III” – 1987/Rock’n’Concert
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Praça das Caixas d’Água IV” – 1988/Show Musical e Teatro Infantil
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Cine Teatro Recreio (Rio Branco-AC) – 1989/Show Rock
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Rock Vídeo” – 1990/SESC-RO
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Praça das Caixas d’Água” – 1990/Rock Raul
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Inhumas-GO” 1990/XXII GREMI – Festival
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Bar Wood River” – 1990/Banda Logan
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Balada do Madeira” – 2002 a 2005/Banda Logan, Banda S.A.
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Balada do Madeira” – 2002 a 2005/Banda Rock Soul Funk, Ossos do Ofício
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Madeira Rock Festival” – 2002/Show Pop Rock
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Projeto Planetário/Gates” – 2003/Multi-Cultural
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Win-Eco-Super#Games+” – 2003/Esportes
Evento: “Projeto Espaço Aberto – Feira de Lançamento” – 2005/Feira da Economia Solidária de Rondônia
Evento/2007: Depois das Chuvas, O Show. Artista: Binho. Participações especiais dos músicos Remis Michel (flautas, ritmos e efeitos percussivos) e Ronald Vasconcelos (cavaquinho, guitarra e violão), Ákilas (Boca), Elisa Cristina, Rinaldo Santos e Michelle Saraiva (dança). Criação de cenário multimidiático digital com Exposição de Fotografias de Mário Venere, Paulo Berton, o Artista Plástico Júlio de Carvalho e a Multi-arte de Joéser Alvarez. Realizado em 13 de julho, no Teatro Um do Sesc-RO.
Evento/2008: Museu das Musas, O Show. Artista: Binho. Participações especiais de artistas convidados.
Evento/2009: Canoa Canora, O Show. Artista: Binho. Participações especiais de artistas convidados.
Ativididades: exposição de artes plásticas, circenses, teatro de bonecos, teatro vivo, show de música, poesia, artesanato, campanha pela paz, arrecadação de alimentos, desfile de moda, fotografias de Porto Velho (antigo), intercâmbio cultural universitário, jogos esportivos de resistência e força; exposição de biojóias, exposição de produtos indígenas, Capoeira Angola, reciclagem de lixo, exposição de produtos comestíveis.
Participantes: (Banda Nômades; Banda Escola Noturna; Orlando Costa e Grupo Boca do Mundo; Universitários; Carla, Hélio & Remis; Grupo Vôo Livre; Grupo de Teatro É do mela volta ou do Mela continua; Fura bolo & sua turma; Grupo de capoeira Barra Vento Mestre Xoroquinho; Grupo Sentinelas do Pampas; Bentinho; Nonato do Cavaquinho; Cobras do Forró; Grupo Ponte Aérea; Grupo Moca; Jorge Andrade; Jussara Santos; Justino; Ana Amélia; Auri Pentello; Regional Odeon; Humberto Amorim; Grupo Teatral Rádio Pirata Zé y Cá 4,4 mais ou menos dois por quatro ondas altíssimas temperadas entrando no ar com a por…; Grupo Teatral Porantim; Banda Incógnitos; Passaport; Blackout; Nilson Santos e Banda; Antônio Alves; entretenimento musical dançante com lançamento de produto comercial; Banda Artigo Indefinido; Rock Soul Funk; Lapidarius; Arma Zen; Sawana; Hip Hop; Silêncio Oculto; Máquina 15; Ciclo Evolutivo; S.A.; Maria Juana; Logan; Porta Central; Maria Melamanda; Ossos do Ofício; Banda Dogma; Ultimato; Binho; S.A.; Dj’s: Paulo Arruda; Bell Mesk); Banda Leão do Norte; Banda Beradelia.
10. PÚBLICO ALVO:
Famílias demandatárias da política de assistência social; profissionais e trabalhadores da assistência social; organizações sociais; redes sociais; conselhos e instituições afins; cidadãos que queiram ampliar seus conhecimentos visando maior oportunidade social e cultural.
Depois das chuvas
Depois das chuvas, é um espetáculo litero-musical que passeia pelas composições solo e em parceria do autor porto-velhense Binho, bem como de compositores locais . As músicas e os poemas escolhidos abordam as obras do citado artista desde o lendário movimento Grito de cantadores (SESC), do qual resultaram discos coletivos como Porto das esperanças e Amazônia em canto (EMJA), até o CD solo Isca Arisca, gravado em 2006. O compositor escolheu para este show as canções que compõem, significativamente, o percurso de sua criação, a partir da década de 80. Com ele, nessa temporada, estão músicos de reconhecida competência como Remis Michel (flautas, ritmos e efeitos percussivos) e Ronald Vasconcelos (cavaquinho, guitarra e violão)
Scenery by Carlos Mettal
Canções
Júlia canta sozinha
do jirau
lá da vizinha
Júlia canta com sua voz suave
Júlia canta e sua voz é nave
ave, Júlia
santa passarinha
dos meninos da vila
Descendo o Madeira
desci Madeira abaixo
e acho, acho, acho que vi
o boto dando um trato
passando a bola ao tambaqui
e uma piranha louca a sorrir
jacaré nada de costas por ali
puraqué projeto em punho
diz-que já fez até um rascunho
pra resolver de vez
a crise energética
desci Madeira abaixo
e acho, acho, acho que ouvi
o pacu dando um esculacho
malhando a vida do jaraqui
e o baiacu alegre admitir
que a nova geração nascia ali
peixe-boi cheio de graça
afirmava de pirraça
o reino rio é feliz
por não ter nenhum delfim
desci Madeira abaixo
diacho, riacho, acho que ri
ri do meu sonho bobo
de ver serias morando ali
aí êpe êpe ôpe êpe ôpe êpe ôpe
Poemas
Euterpe terapia
cateretê
lundu
maxixe
&
modinha
samba
bossa
sertanejo
&
chorinho
mpb
mpbrega
raiz-pop
&
abobrinha
2. Samba de lua
samba
de bater
no bumba do luar
samba
de render
despacho
pra trupe do batuque
um sotaque de atabaque
onde contra
acentua como ataque
requebrando o corpo
na cambraia
uma negra rasga a saia
aluada em Luanda
na levada a bacana
põe um suingue de bamba
e arrebata a banda
na levada a bacana
põe um suingue de bamba
e arregaça a banda
com seu samba
tem quem diz que pôs
cicuta nos quitutes
da boa tia Ciata
tem quem diz que pôs
be-bop cool no toque
dos tambores de Sinhô
3. Pastiche
te via dali
da janela aberta dos olhos
teu disfarce de musa
o Marley bobeando em tua blusa
e eu te vendo sumir na manhã
navegando nuvens e naves
na avenida
a blusa molhada
a forma malhada
que a idade espelha
-
fazias paisagens nos meus olhos
te via dali
da tv desligada da sala
tua imagem na sala
o Bob rega por nós na vitrola
e a tv te vendo sumir
rabiscando cais e ocasos
na tarde finda
a fama de fêmea
a fleuma de fada
que a cidade espalha
-
fazias volume em minh’alma
te via dali
da lua pousada nas telhas e calhas
do olho escuro da água
que a noite clara
névoa levara
te via dali
da tv desligada da fala
na janela aberta dos olhos
cegos de rarefeitas luzes
feitas raras
4. Baião a dois
desde a hora em que te vi
vivo noutra dimensão
sem ferida e sem costura
ganhei outro coração
caminhar é um país
a fronteira é o prazer
eu só posso ser feliz
caminhando com você
vou botar nesse baião
sangue novo pra correr
ganhei outro coração
caminhando com você
vou fazer baião a dois
com carinho e com feijão
só pra ver quem vem depois
de acabar esta canção
Repibumbaião
quando
me
toquei
quando
me
encantei
quando
me
toquei
tava
tocando
essa
cidade
bailando
em seus tambores
batendo
em seus bumbares
bicando
em seus botecos
brilhando
em seus luares
quando
me
encantei
quando
me
toquei
quando
me
encantei
tava
cantando
essa
cidade
sarrando
em seus terreiros
soando
em seus falares
sorrindo
em seus festejos
mirando
em seus rio-mares
quanto
mais
toquei
mais
me
encantei
tanto
que
tentei
mote
trovando
outra
cidade
poemas
mera lenda
amar é lindo
e eu
amarelando
amar
a maré linda
e eu
olhando além
do mar
5. Dezembro
é dezembro
sei da chuva
sapateando
no asfalto um samba de inverno
“o mundo gira
porque não sabe dançar”
hoje tem arrastão
ipanema, mucambo, maranhão
é dezembro
e os meninos da Somália
não calçam sandálias
não querem batalhas
pão comem não
Galileu voltou para livrar a cara da igreja
Nostradamus sabia da índole do presidente do mundo
quem disse que descobriu o Brasil, mentiu
e a hipocrisia não vai ao Fantástico
sem o seu sorriso de plástico
e o seu cartão de natal
diz preu ser feliz
é dezembro
e os meninos da Somália
só comem batalhas
a ONU atrapalha
y los niños somalí
non saben de Dios
desconhecem a existência de Deus
6. Vazio azul
tava
de
tudo
no
dial
tava
tocando
de
tudo
a
mão
voei
ao
violão
tão
volátil
vinho
vento
veio
me
deixou
vazio
azul
tão
manhã
cedinho
om
om
om
om
zé ou zen
dá quem tem
zé ou zen
dá quem tem
7. Porto do velho
aqui em Rondônia quando vejo
pela manhã
nascer o sol
escuto o cantar dos passarinhos
que tão sozinhos
gorjeiam em paz
é própria natureza andando
é pensar correr de novo de cegonha
e voltar lá no passado Guaporé
viva ê viva ê a Rondônia
na estrada de ferro corre o vento
relembrando assim
a estação
levando em consideração os trilhos
seus mistérios, seus desvios
seu passado, seu poder
bem nosso
o nosso antigo mercado modelo
bem nosso
o seu relógio que nunca parou
bem nosso
a velha usina que não mais deu luz
o Porto Velho Hotel
ah, ah
o velho Pimentel
de onde tudo
tudo começou
8. Terreiros
acende o fogo
torra a castanha
e limpa o pilão
pila a farinha
traz o açúcar
cuida do sal
tira o dedo daí
menino tu vai te queimar
menino não brinca com fogo
brinca com a luz do luar
quem corre cansa
quem anda alcança
boneco-duro
e rouba-bandeira
brinca de roda
da machadinha
de macuxila
e bela condessa
9. Zegarrafa
Zegarrafa
eu poderia fazer
um chorinho
sob o auspicio sonoro
do teu cavaquinho
e então numa grande explosão
voar devagarinho
eu poderia cantar
com carinho
a dissonância etéreo
do teu cavaquinho
sem ferir a harmonia eterna
de um brasileirinho
e assim
sair por aí
numas de encontrar
um tranqüilo lugar
pra sonhar, sorrir e cantar
o que a vida deixou
pelo ar
só então
é que o meu violão
encheria de som
uma mesa de bar
e a vida
na certa riria
e nos daria o luar
Aporrinhadamente apaixonado
essa paixão maluca
de estar contigo
viajando nossas coisas
fazendo música
vem de longe muito longe
pra me deixar carente
com o sol entre os dentes
o corpo meu soluçando de vontades
o corpo teu inventando saudades
que em vão tento apagar
pelos bares
onde banho minha solidão
com o vinho
ou então pela cidade
onde disfarço minha tesão
olhando as pessoas bonitas que passam
10. Para quilombos & caboclos
o quê que o quilombo qué?
o quê que o caboclo dá?
batuque sem bate-estaca
um groove sem agravar
o agora na algaravia
e o gesto largo do lugar
por isso
zoada de boca
na boca do Boca
na boca do Boca
cabocla
o quê que o caboclo qué?
o quê que o quilombo dá?
bailado feito balada
terreiro, tribo, congá
“fé cega e faca amolada”
e o jeito junkie de gingar
por isso
zoada de boca
na boca do Boca
na boca do Boca
cabocla
então vê se bate junto
o beat desse lugar
tacape do mesmo tope
trompete de tracajá
titica no titicaca
tucupi no tacacá
por isso
zoada de boca
na boca do Boca
na boca do Boca
cabocla
o caboclo (des)cala a boca
do urbano quilombo quengo
catiti catiti
imara notiá
notiá imara
ipeju
11. Cunhantã
cunhantã
morena de sol
cabelos orvalho de rio
sorriso doirando a manhã
no peito um muiraquitã
uma pequenina rã
que ela dará ao seu namorado
na beira do lago sagrado
em plena luz do luar
uma maneira louca de amar
de se entregar ao amor
um ensaio celeste de luz
que se reproduz no ar
boiúna encanta minha mana
é preciso se libertar
cheiroso suco de maracujá
dativa louca epadu mariri
dança na noite batuca lundu
saci na mata morena escondeu
beijo molhado de saudade e som
volta cunhã curupira te ensina
teu namorado te espera no lago sagrado
e a lua banha a água de prata
som de tambores na mata ecoou
encanto acabou é dia
a cunhantã se pôs a cantar
de tanto amar voou
uirapuru canta mana Amazônia cioso cantar
12. Mata cria
mata que não mata e cria
mata que não mata a mãe
mata que não mata o rio
mata que não mata a vida
mata que não mata e cura
mata que não mata e cria
mata que não mata a lenda
mata que não mata o mito
mata que não mata urutaí
mata que não mata jurupari
mata que não mata e cria
mata que não mata curupira
mata que não mata mapinguari
mata que não mata piriri
mata que não mata e vive
mata que não mata boitatá
mata que não mata matá
mata a mata que não mata
mata quem matar
mata quem, quem mata matar
mata quem matar
mata quem? Mata quem?
13. Ritos & ais
bom dia todo dia
boa tarde toda tarde
boa noite toda noite
noite & dia
salta solto o sol
o aceiro sem senões
eleva-se a voz
ufana-se o afã
desvela-se a luz
bom dia todo dia
boa tarde toda tarde
boa noite toda noite
noite & dia
rola rés ao céu
o apelo sem poréns
refina-se o fel
afirma-se a fé
reparte-se a paz
(A voz desfaz, refaz)
madrugada
inda é noite
fim-de-tarde
inda é dia
sem contudo
muito embora
todavia
meia-noite
não é dia
meio-dia
não é tarde
dia bom
faz minar
melodias
é bom dar bom dia
14. No capricho
branquinho me faz um pagode
na lírica leve que aborde
o boom do amor
a neguinha me pediu
branquinho me trace um batuque
no utópico toque que eduque
o down da dor
essa nega quer zoar
ela sabe que sou rock’n’roll,
jazz’n’roll, blues’n’roll
até para rezar
essa nega quer curtir
ela sabe que sou rap’n’roll
dance’n’roll, funk’n’roll
até para fingir
neguinha
disfarça esse vício
no verso que vasa
não faça desfeita
à moda da casa
invente outro mote
pro seu cantador
neguinha
despista esse papo
no apuro do passo
não deixa que saia
do tom o arregaço
que faço pensando
ser samba sem cor
15. Regateia
tiro de salto uma balada urbana
que foge à janela
pela janela
que foge pela janela
nas asas de um passarim
no rastro de um arco-íris
a ponte pra primavera
que surge nessa fantasia da manhã
a flor da manhã
flor da amazônia
flor da minha saudade
inteira
o pôr-do-sol que tingiu
as margens do madeira
e algum rastro de rio
os igarapés são veias
nessa teia verde
que emana a força
beradeira
Canção de barco e de olvido
não quero a negra desnuda
não quero o baú do morto
eu quero é o mapa das nuvens
e um barco bem vagaroso
ai esquinas esquecidas
ai lampiões de fins-de-linha
quem me abana das antigas
janelas de guilhotina?
queu vou passando e passando
como em busca de outros ares
sempre de barco passando
cantando os meus quintanares
no mesmo instante olvidando
tudo o de que te lembrares
16. lavadeiras
trouxa cacete e sabão
cuia e chinelo na mão
bucho e menino cagão
é aqui na prancha
que a gente se escancha
todas as manhãs
só pra lavar roupa
só pra bater boca
cuidar de cunhã
rio passa passa passa
água lava lava lava
a voz
a voz
que vem de longe
cantar sua sorte
lavadeira norte da canção
Morenas & bumbas
foi
me fez sair
do marronzim
uma morena
lá da tupi
parei na pena branca da índia
pirei na contradança da índia
pois
foi mesmo assim
a moreninha
lá da tupi
me fez cantar
para o seu boi
fiz toada pro contrário calar
fiz matança pro vaqueiro matar
o boi o boi
cantei uma morena
batuque dançava um boi
luar vila serena
fogueira queimou nós dois
um canto em favor das matas
dentro da mata
tem a lei do mato
dentro da mata tem um rei
quem fere a mata
e a lei do mato
ferirá o rei também
http://www.youtube.com/user/carlosmettal69#p/f